Porquê desenvolver competências de Inteligência Emocional na Liderança?
“Não são as coisas que nos inquietam, são as opiniões que temos delas.” Epipeto
Sempre que tentamos controlar o que está fora do nosso controlo, fazemos um convite à ansiedade. Sempre que nos deixamos dominar pelo medo, estendemos esse convite à inação. Sempre que desprezamos a perceção do que pensamos ou sentimos, convidamos a falta de liderança.
A Inteligência Emocional (IE) é fundamental para uma liderança de sucesso. Um profissional pode ser muito competente tecnicamente, ter elevada experiência e elevado QI, mas essas capacidades podem não ser suficientes para alcançar uma liderança de sucesso.
Um estudo, realizado pelo Center for Creative Leadership, nos EUA, com o objetivo de analisar a relação entre inteligência emocional e liderança, demonstrou que pelo menos 55% de uma liderança de sucesso é baseada na Inteligência Emocional.
“As pessoas são o mais importante” – nunca esta afirmação fez tanto sentido!
É o capital humano que faz toda diferença em qualquer organização e é nesse capital humano que qualquer líder tem de se centrar. Desenvolvendo competências socioemocionais, o líder consegue alcançar uma gestão mais eficaz e, ao mesmo tempo, inspirar e motivar os seus colaboradores a demonstrarem o melhor de si mesmos.
Importância da Inteligência Emocional – Líderes que fazem a Diferença
Num mundo em permanente mudança e cada vez mais competitivo, o que irá diferenciar um líder de excelência, não são as suas capacidades cognitivas, mas sim as suas competências emocionais (Goleman 2012, Bradberry & Graves, 2017).
Se queres fazer a diferença, então terás de desenvolver a capacidade de:
- influenciar,
- persuadir,
- saber ouvir,
- cooperar,
- motivar os colaboradores
- promover o trabalho em equipa.
A presença e a conjugação destas competências, torna possível atingir resultados extraordinários.
Estamos a falar de uma “cultura emocional” que leva a que cada elemento da equipa sinta que o seu trabalho tem significado e que é valorizado, o que, por sua vez, vai fazer com que cada um dê o seu melhor em prol do todo.
É essencial que um líder faça uma autogestão emocional adequada, como também é vital que tenha mestria na gestão de emoções e de relacionamentos com e entre os elementos da equipa. Citando Daniel Goleman (2012), “a competência emocional é particularmente importante na liderança. A inépcia dos líderes nas relações pessoais diminui o desempenho de todos, faz perder tempo, cria atritos, corrói a motivação e o empenho, cria hostilidade e apatia”.
A Inteligência Emocional abre um campo para o desenvolvimento potencial de novas habilidades, novas metodologias e estratégias, que permitem alcançar resultados de excelência, de forma consistente e duradoura.
Para saberes mais sobre como realizar uma liderança para alcançar resultados extraordinários, vê também este artigo Conceito da Liderança, qual o segredo?.
As 4 Dimensões da Inteligência Emocional
Estudos realizados por Goleman, Boyatzis e Mackee (2002) referem que a Inteligência Emocional abrange 4 dimensões:
- Autoconsciência emocional
- A autogestão emocional
- Consciência social
- Gestão das relações.
Cada uma destas 4 dimensões contribui para a aprendizagem de várias competências emocionais. No artigo O que é a Inteligência Emocional é explorado com mais detalhe cada uma destas dimensões, bem como o conceito de Inteligência Emocional (IE) e Quociente Emocional (QE),
Para Goleman (2012), a Inteligência Emocional determina o nosso potencial para aprender as aptidões práticas associadas a cada uma das dimensões referidas anteriormente, enquanto que a “competência emocional” reflete até que ponto conseguimos pôr em prática esse potencial a nível profissional.
A Inteligência Emocional implica, fundamentalmente, direcionar a nossa energia e vontade para o autoconhecimento e para o fortalecimento das relações interpessoais. A chave para uma liderança de sucesso, reside em aprendermos a equilibrar a componente racional e a componente emocional de forma eficaz, através do treino das competências emocionais.
A importância da Autoconsciência na Inteligência Emocional
A autoconsciência é a capacidade para identificarmos as nossas próprias emoções e reconhecer os seus efeitos, ou seja, termos a noção de como nos sentimos, e como esse estado influencia o nosso pensamento, as nossas ações e os nossos relacionamentos.
Um líder autoconsciente, é um líder que percebe de que modo as suas emoções o afetam e que atua de de forma com esse autoconhecimento. Ele tem perceção de quais são os seus valores e tem presente quais são os objetivos a alcançar, o que lhe permite tomar as decisões mais adequadas em cada contexto. Não receia ser avaliado, pois tem consciência dos seus pontos fortes e das suas limitações, estando seguro quanto às suas reais capacidades e competências.
Os líderes que conseguem ter esta autoconsicência, conseguem de forma mais objetiva e precisa, aplicar também esta metodologia à sua equipa e organização, e com esse conhecimento, conseguem traçar o melhor caminho para os objetivos através do potencial existente.
Estratégias Práticas para Desenvolver a Autoconsciência na Liderança
O que é que podes fazer para desenvolver a tua autoconsciência enquanto líder:
- Reservar uma parte do dia para analisar as respostas emocionais face aos acontecimentos diários (por exemplo, na tomada de uma decisão difícil, num feedback dado a um colaborador, na gestão de um conflito);
- Procurar identificar o motivo, o chamado gatilho emocional, que te leva a reagir de forma menos positiva ou com respostas a “quente”.
- Ter muita atenção aos pensamentos. As nossas emoções são uma resposta neurofisiológica que ocorrem não só às situações que experienciamos, mas também ao que pensamos. Principalmente, perante um acontecimento com elevada carga emocional, identifica que tipo de pensamentos tens (negativos, limitadores, impeditivos de ver a situação de forma clara ou positivos, potenciadores e promotores de ações coerentes).
- Identificar os valores e analisar se estás a atuar em conformidade com os mesmos. Quando as decisões que são tomadas entram em conflito com os nossos valores, isso afeta as nossas emoções e as nossas atitudes, o que, inevitavelmente, acarreta consequências ao nível do desempenho do líder e da própria equipa.
- Avaliar de forma honesta quais são os pontos fortes e aqueles que precisas melhorar, construindo um plano de evolução pessoal.
Desenvolver a autoconsciência significa dedicar tempo de reflexão para nos conhecermos, para termos uma compreensão mais profunda sobre as nossas emoções, os nossos valores, motivações, necessidades, pontos fortes e de melhorias.
“Apenas sabendo onde estamos podemos traçar o caminho certo para onde queremos ir.” Cristiano Almeida
A importância da Autogestão na Inteligência Emocional
A Autogestão Emocional refere-se à capacidade de gerir os próprios estados internos e os impulsos disruptivos (Goleman, 2019). Esta capacidade é crucial para um líder, pois permite manter um equilíbrio interno e pensar com clareza quando sujeito a situações de pressão ou quando tem de enfrentar grandes mudanças.
Segundo Susan David (2019), lidar com as emoções é uma aptidão-chave na liderança e pressupõe a integração de estratégias para utilizar emoções em nosso benefício, em vez de as deixar governar os nossos comportamentos e ações.
Estratégias Práticas para Desenvolver a Autogestão na Liderança
Ao nível da capacidade para gerir de forma efetiva os teus estados emocionais, deixo aqui algumas sugestões daquilo que podes fazer enquanto líder:
- Desenvolver a autoconsciência – só é possível responder de forma eficaz a uma emoção, se estivermos conscientes da sua existência.
- Identificar as principais situações que te fazem perder o autocontrolo. Com essa noção será possível desenvolver estratégias para lidar e ter comportamentos mais assertivos nessas situações.
- Aprender a respirar nos momentos de ansiedade, frustração e/ou outros estados emocionais negativos. Realizar a prática: parar, inspirar de forma lenta e profunda, e seguidamente expirar de forma convicta. Repetir este ciclo respiratório 10 vezes. Esta prática irá permitir relaxar e pensar na situação de forma mais racional e irá controlar a impulsividade – segundo Leah Weiss, professora e investigadora da Graduate School of Business da Universidade de Stanford, basta respirar fundo e intencionalmente para mudar a nossa perspetiva.
- Controlar o diálogo interno, a chamada conversa interior. Sempre que este diálogo interno é negativo (autocrítica negativa, julgamento depreciativo) prejudica a nossa capacidade de autogestão. Para aprendermos a controlar o nosso diálogo interno negativo, temos de ter consciência, em primeiro lugar, da existência desse diálogo, e, em seguida, substituí-lo por um mais positivo e incentivador de ação. Isto vai permitir manter o foco e gerir melhor as emoções.
- Praticar com regularidade a Visualização. É necessário ter a ideia/imagem clara do que pretendemos no futuro. Para que esta capacidade fique enraizada, é necessário vizualizá-la constantemente, de modo a ser criada uma nova ligação neural (hábito).
Os líderes que efetuam uma autogestão eficaz têm maior capacidade de controlar os seus impulsos (por exemplo, deixar de gritar com os seus colaboradores, “criticar sem piedade”, etc) e de canalizarem as suas emoções, de modo a manterem uma atitude mais assertiva nos momentos difíceis.
Os líderes com esta competência presente conseguem mais facilmente criar relações de confiança, são mais flexíveis perante as dificuldades, têm melhor capacidade de adaptação e de decisão e conseguem com que as suas equipas alcancem os objetivos mais ambiciosos.
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